Est. June 12th 2009 / Desde 12 de Junho de 2009

A daily stopover, where Time is written. A blog of Todo o Tempo do Mundo © / All a World on Time © universe. Apeadeiro onde o Tempo se escreve, diariamente. Um blog do universo Todo o Tempo do Mundo © All a World on Time ©)

sábado, 16 de dezembro de 2017

Meditações - Ninguém me faz queimar o tempo, olhar para trás

Uma questão de tempo

Estive tão perto
Tentada quase a nunca mais voltar
Só mais um passo
Um gesto em falso

Um hesitar salvou-me a voz
Fria da morte a chamar
Sabes, nunca gostei
De andar assim às ordens de ninguém

Ninguém me faz
Queimar, o tempo
Olhar para trás

No céu azul nada mexia
Parou para pensar
Se o mar ao sul 'inda valia
O esforço sequer

De um pássaro voar, se valeria
O esforço sequer, de um sonhar
Já, o tempo
Traz, traz tempo atrás mas eu

Ninguém, me faz
Queimar, o tempo
Olhar para trás

Rádio Macau

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Memorabilia - etiqueta de identificação Maserati

Janela para o passado - máquinas de escrever Everest, 1955

As Boas Festas da SRI - Sociedade Independente de Relojoaria

Relógios Bulova Accutron, 1971


Bulova Accutron (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Reportagem sobre o relógio Zenith Defy Lab na revista Turbilhão


Reportagem sobre o Zenith Defy Lab, na revista Turbilhão de Inverno


Zenith revoluciona com Defy Lab

Precisão cronométrica

Fernando Correia de Oliveira, em Le Locle

Há quase meio século, a Zenith surpreendia o mundo com o primeiro cronógrafo automático, lançando o mítico calibre El Primero, de alta frequência. Agora, volta a surpreender, com um novo órgão regulador, que prescinde da espiral e atinge níveis cronométricos extraordinários.

Desde que o holandês Huygens inventou o oscilador com roda de balanço e espiral, em 1675, que o órgão regulador de um relógio mecânico não sofreu praticamente alteração. Até agora. Perante a imprensa mundial, Jean-Claude Biver, responsável pela Relojoaria no Grupo LVMH, apresentou o digno sucessor do El Primero – o calibre ZO 342, que equipar a linha Defy Lab.

Por detrás do novo calibre, com o seu órgão oscilador monobloco, usando a vibração em vez da tradicional contracção /expansão da espiral, está Guy Semon, CEO do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento do LVMH

Em Le Locle, com uma história de 152 anos de recordes de precisão (2.333 prémios de cronometria), e actualmente com 40 calibres diferentes em produção, a Zenith encontra no Defy Lab um digno sucessor do El Primero de 1969, um passo disruptivo na indústria, um calibre automático, de alta frequência (5 Hz), e capaz de medir até um décimo de segundo.

Ou do Defy El Primero 21, apresentado em Março deste ano, um cronógrafo automático que consegue medir centésimos de segundo, através de um ponteiro central dos segundos, munido de um calibre com 50 Hz de frequência. Nascia aqui uma nova linha de relógios Zenith, a Defy.

Agora, o Defy Lab tem um oscilador feito de uma só peça, de silício monocristalino e com partes mais finas que um cabelo humano. Com apenas 0,5 mm, de espessura, ele substitui o tradicional balanço/espiral e com ele trinta peças de um órgão regulador clássico, com 0,5 mm de espessura, que necessita de montagem, ajustamento, regulação, controlo e lubrificação.

Vibrando a 15 Hz (108 mil alternâncias por hora) e com autonomia de 60 horas, o novo calibre tem mais 10 por cento de autonomia que o El Primero. O triplo da frequência dá-lhe uma precisão cerca de dez vezes superior – variação média de 0,3 segundos por dia (a certificação COSC para cronómetro admite variações diária de -4 e +6 segundos.

A partir das 24 horas, os calibres clássicos começam a perder precisão. O novo oscilador garante precisão idêntica durante 95 por cento da sua reserva de corda. Como usa material compósito numa arquitectura que se baseia na vibração, deixa de haver fricção – e, com isso, não há desgaste nem necessidade de lubrificação. Mantém uma espécie de âncora, mas com um desenho completamente diferente do habitual.

Insensível às alterações de temperatura, à gravidade ou aos campos magnéticos, o novo órgão regulador torna-se assim muito mais fiável. O Defy Lab é certificado cronometricamente pelo Observatório de Besançon.

O órgão regulador do Defy Lab é de produção industrial e Jean-Claude Biver disse que ele estará disponível, não apenas para outras marcas do grupo LVMH (como TAG Heuer e Hublot), mas para toda a indústria relojoeira helvética.

Os primeiros exemplares do Defy Lab foram apresentados na altura à imprensa: pré-comprados por 10 coleccionadores, foram personalizados ao gosto de cada um. Mas todos têm caixa de 44 mm, feita também ela de um material revolucionário – Aeronith, o compósito de alumínio mais leve do mundo (2,7 vezes mais leve que o titânio e 10 por cento mais leve que a fibra de carbono).

Montblanc Beatles no Relógios & Canetas online de Dezembro


Já está disponível, aqui, aqui, aqui ou aqui, para descarregamento grátis, a edição de Dezembro do Relógios & Canetas online. São 168 páginas dedicadas à Alta Relojoaria, Instrumentos de Escrita, Jóias e outros objectos de Luxo. Destaque para os distinguidos no Grande Prémio de Relojoaria. Ou para a homenagem da Montblanc aos Beatles, com canetas de Edição Especial dedicadas aos Fab 4.

Meditações - o amanhã, sabes bem, é sempre longe demais

Amanhã é sempre longe demais

P' la janela, mal fechada
Entra já a luz do dia
Morre a sombra, desejada
Numa esperança fugi um dia

Foi uma, noite sem sono
entre saliva e suor
com um travo, de abandono
e gosto a outro sabor

Dizes-me até amanhã
que tem de ser, que te vais
porque o amanhã, sabes bem
é sempre longe demais
acendo mais um cigarro
invento mil ideais
só que amanhã sei-o bem
é sempre longe demais

P' la janela mal fechada
Chega a hora do cansaço
Vai-se o tempo desfiando
em anéis de fumo baço

Dizes-me até amanhã
que tem de ser, que te vais
porque o amanhã, sabes bem
é sempre longe demais
acendo mais um cigarro
invento mil ideais
só que amanhã sei-o bem
é sempre longe demais

Rádio Macau

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Memorabilia - bolsa relógios e jóias Bvlgari

Janela para o passado - há 50 anos, Corifina, 1967

As Boas Festas da Piazza Comunicación

Janeiro em Genebra - relógios F.P. Journe convidam

Chegado ao mercado - Relógio Ashfield da Daniel Wellington


Relógio Ashfield da Daniel Wellington. Calibre de quartzo, caixa extra-plana (6mm de espessura), de aço ou aço dourado. PVP  159 €

Chegado ao mercado - relógio Police edição especial Justice League


Para marcar o lançamento do filme Justice League da Warner Bros. Pictures, a Police desenhou um relógio de edição limitada a 8.888 exemplares, inspirado neste épico que junta os super-heróis mais emblemáticos. Vem numa caixa especial, com um certificado de metal numerado individualmente. Calibre de quartzo, multi-funções (GMT, dia da semana, etc.) Bracelete de silicone, com reforço de aço- PVP: 269 €


Canetas Waterman, 1971


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Chegada ao mercado - Delight Box dos relógios One


Delight Box da One, relógios com três braceletes: uma de elos, uma em malha milanesa e outra de silicone preto. E duas lunetas – uma com cristais e outra lisa. Para 6 combinações possíveis. PVP: 169€

Chegado(s) ao mercado - relógio e colar Twist Box Set da One


Twist Box Set da One, relógio e colar de aço. PVP: 150 €

As Boas Festas dos relógios Glashütte Original



As Boas Festas dos relógios Officine Panerai

As Boas Festas da Fundação Portuguesa das Comunicações

Janeiro em Genebra - relógios Frederique Constant convidam para Private Watch Fair

Mil formas de ver o Tempo - revista Turbilhão de Inverno já está nas bancas


Já chegou às bancas a edição de Inverno da Turbilhão. Como habitualmente, escrevemos para lá um artigo de fundo, intitulado "Mil formas de ver o Tempo".


Mil formas de ver o tempo

Fernando Correia de Oliveira*

Costuma dizer-se que, em relojoaria, tudo já foi inventado, durante o chamado Século de Ouro, que vai de 1650 a 1750. A partir de então – apenas houve miniaturização e uso de novos materiais.

Parece exagerado, mas a ideia tem bases sólidas – a força motriz da mola helicoidal, dentro de um tambor; o sistema quinético da sua distribuição através de rodas dentadas; a divisão do tempo em segmentos iguais, por sistema de escape de âncora e balanço/espiral; tudo isso já tinha sido inventado há 250 anos.

Vítima das perseguições aos huguenotes na França, João Calvino fugiu para Genebra em 1536, onde faleceu em 1564. As suas pragmáticas contra o Luxo, enquanto governava a cidade com mão de ferro, induziam a vestuário sóbrio, escuro, e à proibição de artigos ostentatórios como as jóias. Ironia das ironias – essas leis estiveram na origem do florescimento da relojoaria em Genebra. Os ricos e poderosos, eles e elas, passaram a ser aliciados por artífices à beira do desemprego – ourives, prateiros, gravadores, cravadores, esmaltadores, pintores em miniatures. Que passaram a produzir relógios de aparato, usados em correntes penduradas ao peito. O estatuto de riqueza e de poder estava assim garantido à vista de concidadãos e forasteiros. E Calvino, como bom Protestante, achava que “tempo é dinheiro”, fechando os olhos à artimanha e juntando.se aos admiradores das belas máquinas rodeadas de saber ancestral dos métiers d’art. Fortalecia-se assim, uma relação mantida até hoje, entre as artes puramente mecânicas e os artistas.

Em “telas” com poucos centímetros quadrados, primeiro nos exemplares de bolso, depois nos de pulso, a imaginação tomou o poder e a Relojoaria seguiu “l’air du temps”. Com a decorativa e floral Art Noveau (de 1880 até à I Guerra Mundial); com a mais sóbria e gráfica Art Deco. A primeira, em reacção à Revolução Industrial, a segunda em reacção a essa mesma I Guerra Mundial, influenciando as correntes artísticas até à II Guerra Mundial.

Pelo meio, o ainda mais despido estilo Bauhaus, onde a função passava a ditar a forma e onde “o mais é menos” se impunha. Surrealismo (os relógios derretidos de Dali), psicadelismo, pop art, arte urbana, steampunk e a nostalgia da Primeira Revolução Industrial, todos estes movimentos influenciaram as formas da relojoaria de pulso. E, como num movimento de expansão e contracção, como num vórtice que acaba e recomeça sem parar, qual espiral ritmando usos e costumes, soltando e enterrando modas – todos estes estilos vão sendo colocados por décadas na gaveta do “antiquado” ou mesmo do “piroso”. Para renascerem em glória, misteriosamente, um destes dias…

Não há escravidão nas formas de um relógio. Apenas no processo de leitura do tempo – ou é analógico (espacial, por ponteiros), ou é digital (por algarismos e janelas). Nisto também, as modas vão-se sucedendo, qual sandes mista – a primeira geração do quartzo, usando leitura digital, está de volta, depois de parecer derrotada pela mais “natural” forma de dizer o tempo – numa leitura analógica, vemos o quarto de hora que falta para a hora, apreciamos a evolução desse espaço à medida que o ponteiro dos minutos avança. Não é o mesmo que ler 19h45, por exemplo…

As caixas dos relógios portáteis (com mola helicoidal a servir de corda) começaram por ser ovais – os chamados Ovos de Nuremberga. Depois, tornaram-se perfeitamente redondos. Mas, logo a seguir, houve soluções para o pulso em quadrado, em rectângulo (e em quadrado dentro de rectângulo), tonneau (tipo barrica) ou mesmo com formas totalmente irregulares (os Hamilton Ventura, por exemplo, usados por Elvis, não morreram – nem o Rei, segundo garantem alguns…)

Mostradores tapados (para protecção do vidro e contra a poeira) usados nos relógios de bolso, regressam em relógios de pulso. A moda do mostrador esqueleto, tão em voga nos anos 1960, está aí em força. Uma janela, onde se mostra parte do calibre, outra moda que já existiu nos relógios de bolso e que desde há 15 anos veio aparentemente para ficar. De certeza, para ficar, o fundo à vista, quando até 1990 isso era algo em que ninguém pensava.

Na tecnologia, além da miniaturização, o que se pretende é o que sempre se pretendeu – a máxima autonomia – há hoje relógios de pulso com reserva de corda para 30 dias; a máxima resistência ao choque – o sistema anti-choque suíço, Incabloc, funciona em quase monopólio, desde que foi inventado, em 1934; a máxima resistência aos campos magnéticos (novos materiais, amagnéticos, como o silício ou as cerâmicas, permitiram grandes avanços nesse campo, com a Omega e a sua certificação METAS à frente; a máxima resistência à corrosão e ao risco – novas ligas de materiais compósitos (não existentes na Natureza) como cerâmicas ou nanofibras de carbono, levam esses parâmetros a limites inimagináveis há 20 anos.

Mais leves, mais herméticos (à água, mas também à poeira), menos necessitados de manutenção (acerto no órgão regulador, óleo nos eixos e outras partes móveis – o escape coaxial da Omega melhorou o quadro, o novíssimo Defy Lab da Zenith promete o Paraíso… (ler reportagem neste número). Assim se querem os relógios do futuro. Com ecrãs tácteis (pioneirismo da Tissot) ou como objectos conectados. Mas a voga vintage faz, pasme-se, disparar os preços de exemplares dos anos 1960 e 1970, ultrapassando em muitos casos os preços dos seus “irmãos” actuais, que são mais fiáveis e até lhes copiam as formas, as cores, as pulseiras.

Ah… as pulseiras. Muitos puristas garantem que um bom relógio pode ser estragado por uma má pulseira ou por uma inadequada. O nylon já foi moda, sinal de “modernidade”, como o terylene nas calças e nas camisas (que só de pronunciar o nome, dá logo comichão). Mas o nylon voltou – ninguém se atreve a chamá-lo pelo nome, hoje fala-se mais de braceletes tipo NATO… E então a malha milanesa, essa teia fina de pequenos anéis, que nos faz recordar logo filmes italianos em Technicolor e o tempus horribilis no vestuário dos anos 1970? Também voltou!

O que parece que veio e desapareceu rapidamente, para não voltar, foi a febre do Galuchat (pele de raia ou de tubarão, com o nome do curtidor real de Luís XV, Jean-Claude Galuchat). Os movimentos de protecção das espécies fizeram recuar as grandes marcas de luxo e a raridade é ver hoje um relógio com pulseira desse tipo. Ninguém se atreve a fazê-las sair da gaveta. Em vez disso, está na moda fazer alianças com curtidores tradicionais, sobretudo italianos, com sapateiros mesmo (a IWC e a Montblanc anunciam com orgulho que os seus braceletes provêm de pelleterias florentinas ou milanesas com séculos de história, a Hublot usa numa edição especial o mesmo cabedal que a também italiana Berluti gasta nos seus sapatos; a Parmigiani orgulha-se de ter os seus braceletes de pele fornecidos totalmente pela Hermès. Esta, por sua vez, equipa uma linha topo de gama do Apple Watch. Na versão high-tech, a Roger Dubuis emprega borracha Pirelli, sim dos pneus, usados na Fórmula 1. Outra tendência High-Tech é a de usar materiais mistos de tecido natural, tecido artificial e borracha. Um bracelete, uma pulseira, estão para um relógio como um par de sapatos para um vestuário completo – têm que estar a condizer com tudo o resto.

Nas formas, a chamada relojoaria conceptual, nascida há uns 20 anos, alimenta-se dos sonhos de juventude de quem tem hoje 40 ou 50… Corrida espacial, o mundo de Júlio Verne. Nessa escola, iconoclastas como a MB&F aliam a mais exigente relojoaria tradicional com uma arquitectura tridimensional inédita dos calibres, só possível hoje graças a software como o CAD ou a máquinas-ferramentas CNC (com Computer numerical control). A HYT, seguindo também a corrente conceptualista, avança com um anátema – colocar líquidos no calibre, que fazem a indicação das horas.

Mas, com mais ou menos imaginação, seguindo o eterno retorno das modas, o Tempo continuará tão intangível como no primeiro nanossegundo após o Big Bang. Ele foge-nos. Seja qual for a forma que usemos para o expressar.

*Jornalista e investigador



Raymond Weil no Hard Rock Cafe Lisboa, reportagem no Relógios & Canetas online de Dezembro


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Janeiro em Genebra - relógios Bovet convidam...

Janeiro em Genebra - relógios Bvlgari convidam...

Janeiro em Genebra - relógios De Bethune convidam...

Meditações - atrasas o relógio que há no quarto...

À Tua Espera

Primeiro são os teus passos pela escada.
A madeira a dizer-me que chegaste.
Depois a porta a pouco e pouco aberta.
e o silêncio que só prova que já entraste
Pela luz do teu cigarro eu adivinho
Que caminho tem as roupas pelo chão
E tu pensas que eu ainda estou dormindo
E eu penso que aprendi já a lição
E então, pé ante pé, braço ante braço
Deitas-te a meu lado quase a medo
E atrasas o relógio que há no quarto
Para, se eu acordar, pensar ainda é cedo
E cedo, sinto e sofro a tua mão
Descendo pelo meu corpo devagar
Eu penso que aprendi já a lição
E juro que não vou nunca mais acordar
Pergunto-te a dormir
- que horas são?
Protesto, digo não mas, como sempre
Acabo com os teus lábios no meu peito
E os teus dedos brincando ardendo no meu ventre
E abro-te o meu corpo de mulher
Esqueço a raiva, a mágoa, as amarguras
Cá dentro nasce o sol, já é manhã
E o relógio do quarto ainda bate as duas
Primeiro são os teus passos pela escada....

Canção de ToZé Brito/Pedro Brito, interpretação de Simone de Oliveira

Salão Internacional de Alta Relojoaria convida...


The Salon International de la Haute Horlogerie takes pleasure in inviting you to the Opening Night on Sunday 14 th January 2018 at 7.30 p.m. at Bâtiment des Forces Motrices (BFM).

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Janela para o passado - há 50 anos, Aspirina, 1967

Iconografia do tempo, Banco Pinto de Magalhães, 1969


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Os 35 anos do Casio G-Shock no Relógios & Canetas online de Dezembro


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Meditações - há menos tempo para viver

Tempo para viver

Sou a noite do tempo dos candeeiros acesos,
as sombras nas paredes que te faziam medo,
a alma que é minha essa guardo para sempre
as paredes não tem ouvidos não falam por toda a gente.
Este é o nosso copo sempre bebemos por aqui,
matar a sede de momentos perdidos por aí
mas já não dá porque o copo esta vazio sem toda aquela água que formou o nosso rio.
O piano lá está no mesmo sítio, as teclas soltas
pedaços de uma vida onde fico, nem a escala musical,
nem a escala do amor destruiu a doença crónica que me mata sem dor.

A casa é a mesma onde eu estou,
As fotos são as mesmas onde tu estás,
O tempo agora é certo sem colisões há menos tempo para viver.

O espelho parece maior ou eu pareço mais pequeno,
As rosas cor de sangue estão agora mais distantes
Vermelho era o passado, preto é o futuro
numa vida cor de mel que não foi doce nem um instante.
O vinho era intenso agora intensas são as cinzas.
Cada segundo passado contigo não ardeu com o mesmo brilho.
Este mesmo chão já me fez voltar atrás, era preciso incendiar o mundo para te ter de novo na mão.
O piano lá está no mesmo sítio,
as teclas soltas pedaços de uma vida onde fico,
nem a escala musical, nem a escala do amor destruiu
a doença crónica que me mata sem dor.

A casa é a mesma onde eu estou,
As fotos são as mesmas onde tu estás,
O tempo agora é certo sem colisões há menos tempo para viver.
A casa é a mesma onde eu estou,
As fotos são as mesmas onde tu estás,
O tempo agora é certo sem colisões há menos tempo para viver.

Já passaram tantos anos e as minhas lágrimas secaram,
acabaram por fazer de mim um mar de ancoras embaladas.
Nas ondas da minha voz a ecoar na velha casa,
a casa onde eu fiz as minhas baladas.

A casa é a mesma onde eu estou,
As fotos são as mesmas onde tu estás,
O tempo agora é certo
sem colisões há menos tempo para viver.
A casa é a mesma onde eu estou,
As fotos são as mesmas onde tu estás,
O tempo agora é certo sem colisões
há menos tempo para viver.

ohhhh

A casa é a mesma onde eu estou,
As fotos são as mesmas onde tu estás,
O tempo agora é certo sem colisões há menos tempo para viver.
A casa é a mesma onde eu estou,
As fotos são as mesmas onde tu estás,
O tempo agora é certo sem colisões há menos tempo para viver.

Pedro Madeira

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Janela para o passado - há 50 anos, cigarros Kart, 1967

Relógios publicitários, 1955


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Tissot Castelo de S. Jorge no Relógios & Canetas online de Dezembro


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Meditações - E se o relógio não parou para nós?

Relógio

Deixei o meu lugar para fingir
Sair da escuridão do meu caminho
Escrevi na carta aquilo que perdi
E encruzilhei-me num novo destino
Aqui tu e eu, não éramos um mundo já vivido
Tu e eu, não parávamos o ciclo dos sentidos
E apenas eu, fiquei à espera de voltar
Mas o relógio não parou para ti

Deixei a minha idade para sentir
A pele da minha infância a sair
Na sola do passado vão os passos
Que dei sem as botas que hoje calço
Aqui tu e eu, não éramos um mundo já vivido
Tu e eu, não parávamos o ciclo dos sentidos
E apenas eu, fiquei à espera de voltar
Mas o relógio não parou para ti

Porque tu e eu jurámos no passado um futuro
Tu e eu, tentámos ser o traço desse rumo
Tu e eu, criámos rio na nossa foz
E se o relógio não parou para nós?
E se o relógio não parou para nós?
E se o relógio não parou para nós?

Pedro Madeira